@tocomfomemae

27 de agosto de 2020

Receita de Esfiha da Família Aluz

agosto 27, 2020 0 Comentários


Para quem não sabe, parte da minha família veio da Síria. Dessa maneira, o que foi herdado por gerações foram as comidas e paixão por essa culinária. Encontrei no caderno de uma tia avó essa receita de esfiha, um clássico da família. Mesmo seguindo a receita ao pé da letra, é impossível que o sabor fique o mesmo do que as que eram feitas por ela, mas recordar esse tipo de memória é maravilhoso.

Coloquei abaixo a receita com alguns passos mais detalhados.

Nessa receita usamos:
- 50g de fermento biológico fresco
- 1 copo de leite
- 1 colher (sopa) de açúcar
- 1 xícara (chá) de óleo
- sal a gosto
- 500g de farinha de trigo
- gema de ovo para pincelar

1- Aqueça o leite até que fique em temperatura que consiga colocar o dedo por 10 segundos sem queimar
2- Junte o fermento com o leite morno e acrescente o açúcar, o óleo e o sal
3- Adicione a farinha aos poucos e vá misturando até que obtenha uma massa homogênea. A massa é bem fácil de trabalhar e logo solta dos dedos
4- Coloque em uma tigela, cubra com um pano limpo e leve para fermentar por 30 minutos ou até que dobre o volume
5- Divida a massa em bolinhas iguais (aqui considerei 40g para cada esfiha) e deixe descansar por mais 20 minutos
6- Abra a massa, coloque o recheio e faça a dobra triangular (ou se preferir, faça aberta)
7- Pincele uma gema de ovo batida e leve ao forno pré-aquecido a 180ºC por 20 minutos ou até que esteja dourada

Para o recheio, misture 500g de carne moída, 2 tomates picados, 1 cebola picada, sal e cheiro verde a gosto


Dica: não misture o recheio com muita antecedência ou a carne soltará água e irá molhar a massa da esfiha e abrir durante o cozimento



21 de agosto de 2020

Vila Clementino (São Paulo)

agosto 21, 2020 0 Comentários

Faz pouco mais de um ano que moro no bairro da Vila Clementino, na Zona Sul de São Paulo. É um bairro bem tranquilo e bem familiar e fiquei muito surpresa com os restaurantes que encontrei por aqui. Criei então esse pequeno roteiro do bairro com os meus favoritos até então.
 

O The Pitcher's é uma hamburgueria com inspiração no baseball e com sabores clássicos, muito bem executados. As batatas fritas deles são no estilo rústica e servidas com alho frito e alecrim. Na segunda foto são alguns dos lanches da casa: 1) tonfu burger (a versão vegetariana deles com queijo tofu) 2) o clássico cheesesalada 3) cheddar mogiana bacon


Aos domingos, eles costumam servir um prato tradicional havaiano chamado locomoco com gohan (arroz japonês), hambúrguer, ovo frito, cebolinha, fritas rústicas e um molho à base de ossobuco. 

Endereço: Rua Doutor Bacelar, 1155
  

A Libanesinha é um restaurante que serve comida libanesa com muito amor. São várias as opções de esfihas abertas e fechadas, mas todas respeitando os ingredientes tradicionais e mantendo os sabores originais. A primeira foto tem um kibe assado com coalhada seca, esfiha de hommus aberta e de azedinha fechada (essa é a minha favorita!). Na segunda foto tem o prato chamado Libanesão, que é um tipo de PF servido no restaurante. Esse prato tinha charutos, tabule (com bastante hortelã), pão, coalhada seca e esfiha de carne.


Uma das minhas esfihas favoritas de lá também é essa de gorgonzola com damasco e cebola. 

Endereço: Rua dos Otonis, 915A
 

O Brazeiro é mais do que uma tradição aqui no bairro. A casa já tem mais de 40 anos de história e assim que o cliente chega no restaurante, tem que passar por um corredor e à esquerda é possível ver as churrasqueiras em ação. Todas as carnes são assadas na brasa e o prato principal com certeza é o galeto. Ele tradicionalmente já acompanha a farofa e a salada de cebola, mas pedi também a clássica polenta, cebola assada e maionese de legumes.

Endereço: Rua Luis Gois, 843

A primeira vez que eu fiz no rodízio japonês do Black Sushi, eu acreditei que seria mais um dos rodízios tradicionais de São Paulo, mas eu fiquei muito surpreendida com a qualidade dos produtos, frescor dos peixes e sem as demasiadas invenções brasileiras. São muitas as opções para pedidos, contendo até camarões e ovas. Um dos meus favoritos do rodízio foi o pastel de camarão com abóbora.

Recentemente eles lançaram essa novidade chamada Poke Roll Veggie que é um enrolado de algas com recheio. Esse que pedi no delivery tem shimeji, couve crocante, crispy de alho e batata doce, alface crespa, pepino e cebolinha. 

Endereço: Rua Pedro de Toledo, 399
 

O Omoide Sakaba foi uma descoberta muito surpreendente. É um ikazaya, conceito de boteco japonês e que sempre se mostrou misterioso, porque passava na frente e sempre tinha fila, mas não conseguia ver o que tinha dentro, pois as portas são de madeira. Resolvi então fazer uma reserva e todos os sabores me surpreenderam muito. Como tem um conceito de ser um boteco, as comidas são em pequenas porções e perfeitas para dividir. Aqui temos o onigiri de salmão e o grelhado com missô e os espetinhos de quiabo e moela. O que me surpreendeu muito nesse izakaya é o conceito de servir alguns miúdos, de forma muito bem trabalhada e saborosa.

Endereço: Rua Luis Gois, 1574
A Walnuts é uma sorveteria nova aqui no bairro, apesar de ter uma unidade já na Vila Mariana. Os sorvetes são produzidos diariamente, assim como as casquinhas, com ingredientes naturais e de qualidade. Aqui experimentei um de limão com mate orgânico e sorbet de mojito com manga (levemente alcoólico).

Endereço: Rua Luis Gois, 1607

Eu só fui uma vez na Ritorna, mas pude perceber a qualidade dos ingredientes e, principalmente, da massa. Essa é de pepperoni com quatro queijos e o que eu mais gostei no conceito deles é de cortar a pizza aperitivo para dividir com as pessoas da mesa. O ambiente é bem descontraído e perfeito para juntar a galera para partilhar uma pizza.

Endereço: Rua Onze de Junho, 331









20 de agosto de 2020

Tilápia Assada

agosto 20, 2020 0 Comentários


Eu não tenho muito costume de fazer peixe em casa, principalmente por causa do odor forte no preparo. Abro exceções apenas para os assados, que mantém a suculência dos peixes e não deixa cheiro forte na casa.

Nessa receita, utilizei o filé de tilápia, mas pode substituir por qualquer tipo de peixe branco. Por baixo uma cama de cebola, cenoura, abobrinha, pimenta dedo-de-moça, rodelas de limão e folhas de capim-limão.

Depois é só temperar com sal, pimenta-do-reino, limão e azeite e levar ao forno por aproximadamente 20 minutos.

19 de agosto de 2020

Cappuccino Caseiro

agosto 19, 2020 0 Comentários

Essa dica é para as pessoas que, assim como eu, estão com saudades do cappuccino da máquina do trabalho. 

Basta misturar 1 xícara (chá) de leite em pó, 3 colheres (sopa) de café solúvel, 3 colheres (sopa) de chocolate em pó, 6 colheres (sopa) de açúcar em pó, 1 colher (chá) de canela em pó e 1 colher (chá) de bicarbonato de sódio.


Se preferir, bata tudo em um processador para ficar um pó mais fino. Pode também não adicionar o açúcar na mistura e adicionar a gosto quando for tomar.

Para servir, é só misturar 2 colheres (sopa) da mistura com 1 xícara de água. 

18 de agosto de 2020

Branqueamento

agosto 18, 2020 0 Comentários


Quer saber como manter a cor verdinha do espinafre ou de qualquer folha ou alimento verde? A dica é branquear, ou seja, passar rapidamente pela água fervente com sal, escorrer e depois dar um choque térmico na água com gelo.

Esse é um processo de conservação dos alimentos e permite o congelamento dos alimentos em até três meses, além de preservar as cores vivas e os nutrientes dos alimentos.

A técnica do branqueamento é utilizada para os alimentos de todas as cores. Os principais métodos são os abaixo:
  • alimentos verdes (brócolis, vagem, ervilha, espinafre): muita água, fervendo com sal e panela sem tampa
  • alimentos vermelhos (beterraba, repolho roxo, pimentão): pouca água, fervendo com vinagre e sem sal e panela tampada
  • alimentos amarelos (cenoura, abóbora, pimentão): pouco líquido (apenas o suficiente para cobrir), com sal e sem tampa
  • alimentos brancos (couve-flor, alcachofra): água fervente com sal e ácido (limão), panela tampada

Dica: não utilize o bicarbonato de sódio no cozimento, pois ele destrói as vitaminas e estruturas celulares e altera o sabor

17 de agosto de 2020

Coalhada

agosto 17, 2020 0 Comentários


A coalhada é um prato muito tradicional na culinária do Oriente Médio. Eu cresci comendo coalhada e sempre tinha uma panela enrolada com cobertor na sala esperando todo o processo de dessorar a coalhada. Quando fresca, ela pode ser comida com frutas e mel e seca como patês e aperitivos.

Nessa foto acima, finalizei a coalhada seca com orégano, páprica picante, gergelim preto, sal, reguei com azeite e finalizei com folhas de hortelã.



Para o preparo basta esquentar 1 litro de leite integral em uma panela grande, mas não deixe ferver (só até começar a aparecer pequenas bolhinhas na lateral da panela). Espere amornar até que consiga deixar seu dedo por pelo menos 10 segundos sem queimar. Depois adicione o iogurte integral (não pode ser iogurte grego) e misture bem.

Tampe a panela e mantenha fechada por pelo menos 8h.

Dica: aqui eu sempre enrolo um cobertor em volta da panela que ajuda no processo. Quanto mais tempo ela fermentar, mais ácido vai ficar.

No dia seguinte, destampe a panela e assim você já tem sua coalhada fresca, ideal para comer com frutas, granola e mel.

Para a coalhada seca, é preciso tirar todo o soro da sua coalhada. Forre uma peneira grande ou até mesmo o escorredor de macarrão com um pano de prato limpo e despeje toda a coalhada. O ideal é que deixe na geladeira por pelo menos 24h para tirar todo o soro. Eu deixei da última vez por 1 dia e meio e ficou bem cremoso. 

10 de agosto de 2020

Tia Armênia

agosto 10, 2020 0 Comentários


E nesse final de semana, tive uma refeição muito especial com os produtos da Tia Armênia. Eu não tinha muito conhecimento sobre a cozinha armênia, então foi muito interessante conhecer mais seus sabores. Os pratos já vêm prontos e congelados e são feitos de forma artesanal e sem conservantes.


 

As embalagens contém todas as informações dos produtos e o modo de preparo, que em alguns casos são no forno e outras no micro-ondas. São muitos os pratos que eles têm no cardápio, incluindo esfihas, kibes, embutidos e outros.




As pastinhas são muito saborosas e feitas apenas com ingredientes naturais e sem nenhuma adição de conservantes. A torradinha de pão sírio é um caso à parte, com várias ervas e azeite, além de ser muito crocante. Minha pastinha favorita foi a coalhada seca!




Como os armênios são cristãos, eles criaram pratos para a quaresma que não levam carne, como esses charutinhos com folha de couve e recheio de arroz, que pode ser comido frio ou quente. O recheio é bem temperado com salsinha, hortelã, suco de limão, cebola.



O carro chefe da Tia Armênia é o mantã que são micro esfihas recheadas de carne moída temperada e dispostas uma ao lado da outra, formando uma grande e linda flor. Ela combina muito com a coalhada seca e é sem dúvida uma maneira diferente e criativa de servir um aperitivo para as visitas. 



Essa sem dúvida foi uma refeição cheia de sabores e cultura e que com certeza será repetida em outras ocasiões. A Tia Armênia tem vários canais de comunicação, incluindo o aplicativo para fazer os pedidos.

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